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domingo, 16 de novembro de 2008

Uma história de vida


Transcrevi parte do texto da atividade de ECS porque está intimamente relacionado com minha vida e com a escola pública e a escola privada, assunto abordado e sobre o qual deveríamos descrever.

Todo o processo educacional reflete, em cada época a estrutura de uma sociedade. É evidente que as diferentes camadas e grupos sociais (classes) terão opiniões diferentes sobre a concepção de Educação. A luta em prol da escola pública no Brasil não seria diferente; ela é marcada por 4 períodos distintos.
Os anos 60 e 70 e se caracterizam pelos conflitos entre os defensores da escola particular e a escola pública. Os primeiros estavam agrupados em torno da Igreja Católica e defendiam uma concepção religiosa e humanista do ensino e, inclusive, reivindicavam um financiamento público, “bolsas de estudo” para garantir a liberdade de “escolha” dos pais. Porém não podemos esquecer que a escola pública, laica e gratuita surgiu para garantir a educação a todos. Cabe aqui fazer um relato pessoal que ilustra muito bem esse momento.
Em 1960, morava numa pequena cidade do interior (Rio Pardo) a escola pública garantia apenas a educação primária (com certeza nas cidades maiores a realidade era outra). O Ginásio que correspondia ao Ensino Fundamental de hoje, só podia ser cursado em uma única escola particular de freiras, naturalmente. Minha mãe, coitada, gastava “sola de sapato” atrás de bolsa de estudo para que meus irmãos, mais velhos do que eu, pudessem dar continuidade a seus estudos.
Já em 1964, ano em que deveria ingressar no Ginásio, a minha escola (pública) começou a implantar, gradativamente, o curso ginasial. Lembro bem, que minha mãe que acreditava na qualidade do ensino particular e religioso, onde se pregava os bons costumes, a moral e os princípios religiosos, queria que assim como meus irmãos, eu fosse para lá. Mas eu amava a minha escola e apesar da pouca idade tinha convicção que os professores eram excelentes e que o ensino era de qualidade.. Então, bati “pé”, e permaneci na escola pública onde freqüentei o primário, o ginásio e a Escola Normal onde já sai qualificada para o mercado de trabalho. Que “lástima” que perdi toda essa “convicção”!
Em 1970, quando vim residir em Porto Alegre, comecei a freqüentar uma Universidade particular (UNISINOS), destino da maioria dos alunos da rede pública, pois não resta dúvida que esses têm pouquíssimas chances de passar no vestibular, porque na escola particular o ensino é mais direcionado para essa finalidade. Tendência essa que desaparece nos cursos noturnos, onde essas escolas não se preocupam tanto em preparar seus alunos para o vestibular. Situação que estou vivenciando com meu filho mais moço que freqüenta uma dessas escolas em que são oferecidas inúmeras oportunidades para a aprovação do momento, sem uma maior preocupação com o futuro dos mesmos.
Elas proliferam no centro da cidade, bem próximas uma das outras, no intuito de acolher aqueles alunos que apresentam alguma dificuldade em freqüentar aulas regulares que, muitas vezes, por indisciplina e rebeldia se tornam repetentes. Embora, não oferecendo um ensino de qualidade, elas promovem a inclusão dos alunos, função primordial de toda instituição escolar, seja ela pública ou privada.
Também muitos pais de classe média alta matriculam seus filhos na rede pública nos anos iniciais e, depois quando chega ao Ensino Médio, os transferem para a rede particular de ensino, já antevendo uma melhor preparação e aprovação no vestibular, muitas com os chamados “terceirões”, com aula nos dois turnos.
Outro fenômeno comum acontece com as famílias de classe média matriculam seus filhos em colégios particulares mais acessíveis, geralmente menores onde funciona até o Ensino Fundamental e que quando chegam ao ensino Médio passam a freqüentar a escola pública; isso também ocorre quando essas famílias começam a passar por dificuldades financeiras.
Em 2003, quando trabalhava com uma turma de terceira série tive 5 alunos oriundos de escolas particulares pelos motivos mencionados. Lembro, nitidamente, que uma delas me falava que para que seu irmão estudasse numa escola particular ela precisou vir para a escola pública e que seus pais estavam investindo em sue irmão para que depois, quando formado, esse pudesse auxiliá-los na sua educação de seus irmãos menores.
Outro fenômeno bastante comum acontece quando os pais como castigo ou punição transferem os filhos da escola particular para a pública para “perceberem a diferença”; depois, regressam a escola de origem (particular).
Quando meus filhos atingiram a idade escolar, não agi diferente de minha mãe, matriculei-os em escolas particulares, pois achava que essas eram as ideais para meus filhos, mesmo que isso significasse sacrifícios pessoais e privações de outras ordens, tais como: investimento em lazer, viagens, etc...
Só depois que meus filhos se tornaram adultos comecei a lecionar. Mas creio que mesmo assim, não os colocaria em escolas públicas, nem tanto pela qualidade do ensino, mas, sobretudo, pelo índice de violência que predomina no ambiente da escola, pelo menos na escola onde trabalho é assim.

domingo, 2 de novembro de 2008

O Trabalho docente sob a perspectiva de Tardif


Segundo Maurice Tardif o trabalho dos professores é igual a qualquer outro trabalho e que portanto precisa valer-se de uma técnica para ser executado. E a ferramenta de trabalho para o professor é a Pedagogia que não é tão inocente assim, ela é portadora de questões sociais e ilustra ao mesmo tempo as tensões e os problemas da nossa época.
É considerada uma técnica interativa, portanto, os professores precisam interpretar os objetivos, da-lhes sentido em função das situações concretas de trabalho e, ao mesmo tempo, conceber e construir as situações que possibilitam a sua realização.
O problema principal do trabalho docente consiste em interargir com alunos que são todos diferentes uns dos outros e, ao mesmos tempo, em atingir objetivos próprios e uma organização de massa baseada em padroões gerais.

Acredito que homens e mulheres que trabalham em educação precisam aprender a lidar com o diverso, com o jeito do outro, de seu pensar, precisa aprender a lidar com as diferenças culturais que se fazem presentes no espaço de educar e ensinar.

domingo, 19 de outubro de 2008

Marx - Perpectiva de Educação


Esta semana, tivemos aula presencial de Escola, Educação e Cultura e foi uma aula muito boa em que a professora nos explicou como deveríamos apresentar nossos trabalhos, segundo as normas da ABNT.
Num segundo momento a professora Carmem nos brindou com uma esclarecedora aula sobre Marx e sua concepção sobre educação.
Eu, confesso, que nunca havia me preocupado muito em ler sobre o autor, talvez até porque não tivesse tido oportunidade. Foi uma leitura truncada e bastante complexa.
A atividade consistia em duas partes:
1º- Ler o texto e participar do fórum.
2° - Postar uma reflexão sobre o texto: Construção de concepções de mundo: a perspectiva marxista de educação.
Após a participação no fórum, através da socialização de idéias e conceitos ficaram as seguintes concepções:
Para Marx, o tempo era essencial e primordial para o conhecimento e desenvolvimento do homem e, para que isso ocorresse, era necessário a redução da jornada de trabalho das crianças, jovens e mulheres de países da Europa que trabalhavam até 16 horas por dia, para 8 horas, com isso, teriam tempo disponível para se dedicar ao estudo e não precisariam freqüentar aulas noturnas, prática ainda atual e defendida por muitos pedagogos educacionais que se dizem adeptos das idéias socialistas de Marx.
Também defendia a prática de uma educação tecnológica e especializada para os filhos dos proletários, ficando as demais classes com liberdade de escolher para seus filhos a educação que melhor se adpatase a seus desejos e ansiedades.Com essa prática, se tornava um defensor e adepto da educação diferenciada de acordo com classes sociais. O que não é nenhuma novidade, pois há tantas espécies de educação numa determinada sociedade, quantos meios diversos nela existem e subexistem e isso é histórico. Assim, numa sociedade formada de castas a educaçaõ variava de uma casta para outra, assim, por exemplo, a dos patrícios não era a mesma dos plebeus, a dos brâmanes não era a mesma dos sudras, assim como na Idade Média a dos pajens não era a mesma recebida pelos filhos dos camponeses que estudavam nas escolas das paróquias. Ainda hoje, predomina em nossa sociedade o sistema de educação que varia de acordo com as classes sociais e com as regiões. Assim, a da cidade não é a do campo, a do burguês não é a do operário.
Marx não era contra o trabalho, mesmo das crianças, contanto que essas, até 9 anos, freqüentassem escolas públicas , financiadas pelo estado, através da arrecadação de impostos. Prática também comum em nossas escolas da rede estadual em que o sistema de educacional é mantido através da arrecadação de impostos.
Marx, preconizava, sobretudo, a integração da educação e do trabalho, aliados ao tempo como condição primordial para o desenvolvimento integral do ser humano.
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domingo, 14 de setembro de 2008

Weber - Tipos de dominação.


Segundo Weber existem três tipos de dominação: legal, carismática e tradicional.
A tradicional como o próprio nome já diz é aquela do pai sobre o filho ou do súdito sobre seus vassalos. As ordens são obedecidas sem serem questionadas, mais por fidelidade ao "senhor".
A dominação legal acontece quando aquele que manda é eleito mediante votação ou por "indicação". É burocrática e característica das instituições públicas, onde se obedece, não a figura do escolhido, mas sim as leis que são por ele estatuídas.
A dominação carismática é aquela baseada na admiração que o líder exerce sobre seus liderados. Normalmente são pessoas com o dom da oratória e admiradas por um "certo poder de magnetismo" que exercem sobre as outras. Podemos citar alguns líderes carismáticos: Getúlio Vargas, Peron, Ghandi, madre Tereza de Calcutá, etc... Sessou a admiração e encanto sessou também a liderança.
Nas escolas há espaço para a liderança legal, onde professores obedecem a diretora não pelo que ela é, mas sim pelo cargo que exerce. Mas, com a Gestão Democrática em que o diretor é escolhido mediante o voto, está surgindo a oportunidade para líderes carismáticos.

sábado, 23 de agosto de 2008

Reflexão sobre a Prática Pedagógica


Hoje terminei de redigir a primeira atividade da interdisciplina. Foi um bom começo, pois iniciamos com uma reflexão sobre o nosso agir dentro da sala de aula e nosso relacionamento com o aluno. Esta é uma construção diária e que muito do saber fazer se constrói no dia-a-dia, na interação aluno-professor e vice-versa.
Desde que o homem aprendeu, percebeu que também pode ensinar e que todo aquele que ensina aprende e todo aquele que aprende ensina.
Vale salientar que muitos de nós professores esquecemos que também aprendemos nas ruas, nas praças, nas avenidas e esquecemos de valorizar estas aprendizagens na nossa sala de aula. Além do mais, o professor não é o dono da verdade e do saber, ele é apenas o condutor de todo um processo de aprendizagem que é construído no dia-a-dia.
Percebi que já mudei bastante minha prática eductiva, mas há muito ainda por fazer e construir e ainda muito o que aprimorar e que o PEAD é o espaço ideal para isso, basta aproveitar as oportunidades que me oferece.

domingo, 17 de agosto de 2008

A Pedagogia do Oprimido - Paulo Freire


Ontem, iniciei a leitura da Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire para a realização da primeira atividade desta interdisciplina: " Ser professor e suas Implicações Históricas.
Esta livro já havia sido sugerido no semestre passado na interdisciplia de Seminário integrador IV, mas como não era uma atividade obrigaatória acabei por não cumpri-la.Ainda bem, que agora estou tendo esta oportunidade novamente . É uma leitura imperdível e que nos faz refletir nossa prática política-pedagógica, e suas implicações na formação de indivíduos inseridos e conscientes de suas condições desfavoráveis, mas que essas condições podem e devem ser revertidas.