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quinta-feira, 8 de julho de 2010

OBSTÁCULOSXAPRENDIZAGENS


As minhas maiores dificuldades durante o estágio, resultaram também nas maiores aprendizagens! A primeira se configurou na construção de um Planejamento semanal constituído de temática, objetivos gerais, específicos e objetivos para cada planejamento diário e ainda fazer uma retomada desses objetivos, caracterizada através da reflexão semanal.Ora para quem rascunhava rapidamente algumas atividades e objetivos para cada aula e que aproveitava uma que outra atividade interessante de alguma Interdisciplina, o estágio resultou numa mudança significativa na prática pedagógica.
A segunda, o “medo” de enfrentar pela primeira vez o Laboratório de Informática com os alunos e que eles percebessem a minha insegurança frente à máquina. Mas, esse era apenas mais um desafio frente a tantos que já havia enfrentado, portanto não ia deixar escapar a oportunidade de que eles, assim como eu também trabalhassem num Pbwork e nele desenvolvessem seus Projetos de Aprendizagem.
Passei a freqüentar o Laboratório de Informática da escola no turno inverso e lá em parceria com minha colega Salete comecei a “desvendar” os mistérios do Pbwork. Nossos progressos não foram muitos e, então, solicitei a ajuda da colega Mara que veio prontamente e foi providencial, pois foi a partir daí que me veio a “a coragem” de que tanto precisava e fui adiante.
Construi PBwork da turma 122 e uma página para que cada dupla ou trio digitasse suas dúvidas e certezas sobre os assuntos de seu interesse já levantadas em sala de aula, fizesse pesquisa na Internet e colasse gravuras. Enfim, “personalizassem” suas aprendizagens.
Mas, ainda não havia alcançado a tão sonhada autonomia, pois sempre estava acompanhada da colega Salete e suas alunas monitoras. Até que finalmente na reunião de pais me programei pra lhes mostrar o trabalho que vinha sendo desenvolvido com seus filhos e os convidei para subir até o Laboratório de Informática. Coloquei a chave na fechadura e girei uma vez, duas e na terceira a porta cedeu e descortinou um cenário com o qual já estava familiarizada e com certa desenvoltura fui ligando os terminais e mostrando-lhes tudo o que havíamos construído num espaço pequeno de tempo.
Agora, abro a porta do laboratório de Informática com a mesma naturalidade com que abro a porta da sala de aula.
[...] Não há docência sem discência, as duas se explicam e seus sujeitos, apesar, apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem à condição de objeto, um do outro. (FREIRE, 1996, p.12).
Concordo com essa afirmação do autor, pois isso anda acontecendo comigo, quando planejo minhas atividades e percebo a necessidade de retomar um objetivo ou quando estou no Laboratório de Informática e me atrapalho com alguma ferramenta ou função e que muitas vezes, já aconteceu dos meus alunos me ensinarem o procedimento.
É uma experiência bonita, que exige, sobretudo, dignidade e autenticidade quando exercemos a verdadeira prática de ensinar/aprender. É uma via de duas mãos que se constrói no dia a dia, frente a aprendizagens baseadas em certezas e incertezas, na certeza de que o professor não é o “dono do saber”, mas aquele que se alegra em ensinar e aprender na interação com seus alunos e colegas.

Ah!Não posso deixar de mencionar o momento riquíssimo que se constituiu a apresentação do Workshop!
Todas somos vitoriosoas por termos chegado ao final de mais uma etapa, mas duas apresentações, sobretudo, me chamaram atenção. Não vou mencionar nomes porque não é o caso. Mas, Paulo Freire nos fala que precisamos anunciar a novidade. E a novidade ficou caracterizada nas imagens e relatos trazidos pela colega que estagiou numa escola montessoriana e também pela colega que estagiou com uma turma de EJA. Essa última, sobretudo, me emocionou, pois conseguiu desenvolver com a turma um programa de rádio.
O trabalho com EJA é realmente diferente, trabalhamos com um outro tipo de público . Há pessoas cheias de experiências, com muitas histórias de vida para contar.Adultos, senhores e senhoras, motivados na busca de uma condição melhor de vida. Daí a relevância deste tipo de trabalho e então, me reporto a afirmação de (ARROYO, 2005, p.20, "encontramos na sociedade sinais de preocupação com os milhões de jovens e dultos que têm direito à educação básica".
Porém, segundo o próprio autor a EJA "é um campo não consolidado nas áreas de formação de educadores e intervenções pedagógicas", diferentemente quando se trata da educação infantil, onde há um vasto material de estudo, conforme pude observar não só durante o período de estágio, mas ao longo da carreira de profissional da educação.

BIBLIOGRAFIA

ARROYO, Miguel.Educação - Jovens: um campo de direitos e de responsabilidades pública.

domingo, 20 de junho de 2010

Reeleitura de FUTEBOL da série meninos de Brodósqui de Cândido Portinari


Com esta reflexão termino oficialmente meu estágio. Esta semana foi planejada em cima da temática do evento da Copa do Mundo e há muito que explorar sobre o tema. Mas há horas estava com vontade de trabalhar com a releitura de uma obra de arte e esta foi há oportunidade para tal. Foi um momento muito rico. Começamos assistindo um pequeno documentário sobre a vida e obra de Cândido Portinari, depois tivemos um segundo momento já na sala de Artes em que as crianças manusearam alguns livros que falavam sobre sua vida e continham muitos de seus quadros.
Por último passamos a fazer considerações sobre o quadro “Futebol”, da série meninos de Brodósqui de Cândido Portinari para que em qualquer nível o ensino de Artes possa abranger tanto a construção da linguagem visual quanto contribuir para que as crianças acreditem que trabalhar com formas, cor, espaços, volumes, materiais não seja somente um “privilégio” do artista, mas uma aprendizagem que depende do seu olhar sobre o que vê ou imagina; e, finalmente, que possam elaborar uma linguagem própria para expressar e representar a leitura de suas relações com o mundo.
É óbvio que isso ficou evidenciado em suas produções até porque o assunto futebol está muito relacionado às suas vidas, pois ainda em suas vilas possuem este espaço para jogarem suas “peladas” de forma descontraída só que com algumas diferenças conforme verbalizações do menino Vitor:
- No quadro as traves são de madeira e no “campinho” onde jogamos são de ferro.
- Lá perto de onde jogo tem cavalos e tem postes de luzes, só que os cavalos ficam amarrados no poste comendo as gramas, diferente do quadro em que o cavalinho está dentro do campo.
“Olha aí, os alunos fazendo comparações entre as semelhanças e diferenças entre a obra de arte e o cotidiano de suas próprias vidas”.
Uma proposta de ensino multicultural deve preocupar-se em compreender os objetos estéticos dentro de sistemas simbólicos culturais mais amplos, dando lugar às abordagens contextualistas, instrumentalistas e interdisciplinares para o estudo da arte. Obras de artes, nesta perspectiva são representações sociais, portanto, constitutivas de visões de mundo de determinados grupos sociais. (Hernandez, 2000).

A partir da vivência da criança com a arte, torna-se mais fácil ensiná-la a viver a arte, compreender os motivos e estilo do artista e pode-se dizer que dessa maneira, a criança entra em contato com as grandes teorias, sem necessidade de ler os teóricos, o que não lhe adiantaria de nada se realmente não entendesse o que significa arte, onde e de que forma pode ser apreciada
. E o professor deixa de lado o estilo que ainda predomina nas escolas em que o ensino de artes não passa de uma rotina de repetições de técnicas, detalhes e orçamentos para celebrações com agora está acontecendo com as festividades da copa do mundo.
Para Barbosa, “Multiculturalidade não é apenas fazer cocar no ‘Dia do Índio’, nem tampouco fazer ovos de Páscoa ucranianos ou dobraduras japonesas ou qualquer outra atividade clichê de outra cultura”. (Barbosa, 1998, p 14).
Esta atividade resultou no interesse dos alunos por outros artistas e suas obras de arte e que poderá ainda ser abordados durante o ano.


BIBLIOGRAFIA
HERNANDEZ, Fernando. Cultura Visual, mudança educativa e projetos de trabalho, Porto alegre: Artes Médicas, 2000.
BARBOSA, Ana Mãe, Tópicos utópicos. Belo Horizonte, C/ARTE, 1998.

domingo, 6 de junho de 2010

Construindo a Novidade!


Conforme mencionado no planejamento, a aula do dia 02/06 foi alterada com a visita no Planetário onde as crianças assistiram a história do “Burrinho Biriba” que morava numa fazenda e foi abandonado pelas crianças na noite de Natal e então se encontra com uma estrela e começa sua ventura numa noite de céu estrelado...

Sair do espaço limitado da sala de aula, embarcar num ônibus e fazer um passeio pela cidade é uma experiência única e gratificante que envolve professora, alunos e pais e que concretiza uns dos objetivos previstos no planejamento da aula de segunda-feira em que um pai deveria vir falar sobre seu tempo de aluno na escola. Como não compareceu, o objetivo acabou se concretizando através da presença três mães que juntamente com a professora acompanharam os alunos durante a visita.

Alguns comentários e falas dos alunos durante o passeio merecem ser registradas, pois revelam suas aprendizagens concretizadas em momentos anteriores (quando da visita pelo bairro), bem como, as construídas durante a visita propriamente.
Quando estávamos parados numa sinaleira a aluna Amanda falou:
- “Isto é um cruzamento”. É mesmo respondeu o Juliano, as ruas formam uma cruz.
Quando estávamos retornando e o ônibus contornava o quarteirão da escola falavam:
- Estas são as ruas Upamaroti, esta é a Jataí e essa é a rua do colégio e logo o Thomas acrescentou é a Inhanduí!
Da visita propriamente dita, sugiram os comentários:
- “O sol também é uma estrela”. (ainda não haviam descoberto, espero que anotem isso em seus Pbworks, na aula de quarta-feira).
E o Juliano repetiu vários vezes durante o trajeto de volta:
- “A lua é um satélite da terra”.
- “A terra é um planeta, mas existe um planeta, com anel. Como é o nome e dele prof, perguntou o Alessandro?
A visita foi realizada com o intuito de que as crianças possam esclarecer dúvidas e certezas construídas em seus PBworks sobre as estrelas e também possibilitar com isso a construção de novos conhecimentos.

A teoria sociocultural de Vigostsky sobre a aprendizagem enfatiza que a inteligência humana provém da nossa sociedade ou cultura e que ocorre em primeiro lugar através da interação com o ambiente social. A criança desenvolve-se e aprende naturalmente, porém poderá desenvolver-se e aprender mais, se for auxiliado pelo professor e também em contato com um par mais capaz; que Vigotsky denomina de “zona de desenvolvimento Proximal”. A ZDP pode também incluir outros artefatos tais como programas de computador, livros e materiais de caráter científico.

Acredito, que essa visita tenha sido de cunho social e também de caráter científico, contemplando pois,assim, as idéias de Vigostsky e ao mesmo tempo contribuindo para o desenvolvimento cognitivo dos alunos e também da professora que na pedagogia de Projetos de Aprendizagem é tão aprendiz quanto os alunos.

BIBLIOGRAFIA


Aprendizagem Colaborativa Assistida por Computador disponível em:
http://www.uevora.pt/cscl/. Acesso em 04/06/ 2010.

domingo, 23 de maio de 2010

Projetos de Aprendizagem




Ah! E por falar em projetos de Aprendizagem, sexta-feira pela primeira vez tive oportunidade de estar só com os meus alunos no Laboratório de Informática. Meu coração bateu forte, acelerou enquanto abria a sala. Mas, no final foi muito tranqüilo e agradável. Já demonstram autonomia. Correm a sentar em duplas e logo já vão tomando a iniciativa de abrir o Pbwork, localizar suas páginas e aos poucos estão dando conta de organizá-las colocando suas dúvidas e certezas e alguns até já entram no Google para fazer suas pesquisas.

O aluno César, inclusive, demonstrou interesse em colar uma gravura. Tentamos algumas vezes, até que conseguimos. Depois, lhe ensinei como diminuí-la e, para minha surpresa, executou essa tarefa com destreza e agilidade e no final da aula até já estava auxiliando seus colegas.

Também para minha surpresa, a dupla Maria Clara e Alessandro colou uma gravura na sua página, mas com isso, “perdeu” os dados de pesquisa que já tinha. Quando cheguei, em casa tratei de recuperá-los e como a professora também está aprendendo terão que iniciar novamente, na próxima aula todo o processo de colagem.

Tem sido um processo lento, às vezes, o desânimo chega a me abater, principalmente como dá “pane” e a Internet nos deixa na mão como aconteceu quando da visita do professor Eliseo, mas já é perceptível o desenvolvimento dos alunos e também da professora. Inclusive, na próxima sexta, na entrega das avaliações vou tentar levar os pais até o laboratório para lhes mostrar o trabalho que vem sendo desenvolvido.

Meu projeto de estágio está fundamentado nas idéias de Piaget e também de Paulo Freire e por isso, me sinto bem à vontade para citar também esse último em minha reflexão.
Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se encontra um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade. ( Freire, 1996, p. 14).

Conforme Kulcsar:
(...) O estágio não pode ser encarado como uma tarefa burocrática a ser cumprida formalmente... Deve, sim, assumir a sua função prática, revisada numa dimensão mais dinâmica, profissional, produtora, de troca de serviços e de possibilidades de abertura para mudanças. (KULCSAR, 1994, p.65).

E isso, tento fazer, a cada dia, a cada novidade, a cada atividade diferenciada que procuro estabelecer com meus alunos; umas com sucesso, outras nem tanto, mas, esmorecer jamais. E, mais ainda, espero que isso não aconteça apenas nesse período, mas que fique arraigado na minha prática pedagógica de agora em diante.

FREIRE, Paulo. PEDAGOGIA DA AUTONOMIA. Saberes Necessários à Prática Pedagógica.

domingo, 2 de maio de 2010

Planejamento



Dá tabalho fazer um planejamento semanal. Não tive tanta dificuldade como imaginava em construir os objetivos gerais e específicos.O fato de ter um planejamento ´proporci0na mais segurança e tranquilidade para lidar com os imprevistos. "O plano de aula dá abertura para lidar com o imprevisível sem perdr o pé", diz Cecília Hanna. É um fio condutor para onde sempre se volta.
E mais ainda FREIRE,( no seu livro Pedagogia da Autonmia - Saberes necessários à Prática Educativa, cap 1) em que se refere que não há docência sem discência e, portanto, quem ensina aprende ao ensinar. Concordo com o autor, pois isso anda acontecendo comigo, quando planejo minhas atividades e percebo a necessidade de retomar um objetivo ou quando estou no Laboratório de Informática e me atrapalho com alguma ferramenta ou função e,muitas vezes,já aconteceu de algum dos meus alunos me ensinar. É uma experiência bonita, que exige sobretudo dignidade e autenticidade quando exercemos a verdadeira prática de ensinar-aprender.É uma via de duas mãos que se constrói no dia-a dia e que exige sobretudo serenidade e humildade.
E por falar em Informática, quarta-feira a aula no laboratório rendeu. ada dupkla ou trio já construiu sua página no Pbwork ejá colocou as dúvidas e certezas. Dois grupos até já "invetaram" nomes para seus trabalhos: "Está Escrito nas Estrelas" e "Estrelhas brilhantes". Também já percebi que uma dupla já colocou algum material de pesquisa.
Sexta-feira, nosso trabalho no Laborátotio não rendeu, pois quando iniciamos as pesquisas na Internet os computadores sairam do ar e ficaram em manutenção. É um constante ir e vir, é um desafio, é sempre um recomeçar...

domingo, 11 de abril de 2010

Muitas novidades e muito, muuuito planejamento!!!


Na terça-feira tivemos nossa aula presencial com o tutor do estágio, prof Eliseo. Estávamos todas muito apreensivas e preocupadas e também com muitas dúvidas. Tão logo o prof começou a falar e nós começamos a "despejar" nossas dúvidas. Depois de muita conversa, no final cada uma teve oportunidade de relatar um pouco de como será mais ou menos o seu projeto de trabalho. Houve muita interação, participação e partilha e então lembrei-me de de Vygotsky, para o qual:
"Na ausência do outro, o homem não se constrói homem".

Espero que durante o estágio também aconteça como acontece no PEAD que possamos eu e meus alunos construirmos juntos aprendizagens significativas e que sobretudo possamos aprender uns na interação com os outros. Sim, porque essa tal de tecnologia ainda me assusta e minha proposta é meio ousada, pois pretendo me aventurar a pesquisar juntamente com eles através do Google Earth o bairro onde se situa a escola onde vivemos na tentativa de resignificar o espaço em torno do qual vivemos e convivemos. Veremos até onde iremos... talvez consigamos apenas atravessar... Não só isso tenho certeza que não, pois já programamos um passeio pelo quarteirão da escola na quarta-feira e depois, é lógico, iremos para o Laboratório de Informática para também nos siturarmos no plano virtual, esclarecer dúvidas, trocar idéias, amplarmos informações.

É, o estágio já começou e com ele muita expectativa e muito trabalho. Planejar aulas para uma semana inteiraaaaaaaaa não está sendo nada fácil. Precisei dar um tempo...Refrescar a cuca....Vir até aqui fazer minhas reflexões para depois voltar ao tal de Planejamento. Ainda falta planejar a quinta-feira e a sexta-feira, ufa....

sábado, 3 de abril de 2010

Um feriadão muito, muito extenso e muito, muito intenso!!!


Já, já explico. Quarta-feira fiquei um tempo na escola arrumando e organizando meu armário, pois sou muito "bagunceira". Quando voltava para caa cheia de sacolas, pois trazia ainda material para organizar em casa e colocar "em dia" diário de classe, caderno de chamada e mais o material do tal de "Circuito campeão". No caminho encontrei um menino que foi meu aluno e me ajudou carregando uma da sacola na sua "bike".
Quinta-feira estava decidida a colocar tudo em dia e trabalhei o dia inteiro. À tardinha, meu marido me convidou para darmos uma "voltinha". Largamos os " guris", um no Estádio do Olímpico e, o outro, na casa da namorada, nas proximidades e, resolvemos ir à missa. Íamos conversando, planejando nossa Páscoa em Farroupilha quando de repente, o motorista de um carro que vinha em direção oposta perdeu o controle e não deu outra bateu no nosso. Colisão frontal, não tínhamos como desviar, pois na lateral havia um poste e mais uns canos de uma tubulação que estava sendo feita na área. E aí sim começou toda uma maratona. Eu sentia uma dor bastante forte no peito e meu marido saiu do carro se arrastando, pois a porta do su lado não abria. E depois de tudo aquela sensação estanha de gente chegando e querendo saber como estávamos e acionando socorristas, etc... Fui imobilizada e colocada na maca e de dentro da ambulância e só ouvia um zoeira lá fora.Diziam segura, segura,quebrou a maca e meu marido se foi ao chão e nessa, quebrou o tornozelo. A sensação de impotência é horrível, desde que percebemos que o carro ia bater e não tínhamos o que fazer e depois de perceber todo esse incidente. Finalmente, a ambulância partiu e a sensação é muito estranha de andar deitada, imobilizada. Resumo da história, restou um pé quebrado, muitos hematomas e dores musculares e, ainda por cima, meus óculos quebrados eu que "não enxergo um palmo adiante dos olhos" só me dei conta de mais essa quando fui ler o prontuário de atendimento e não enxerguei nada.

Ainda bem que já tinha mais ou menos terminado meu pbwork de estágio e também minhas atividades da escola e, agora com uns óculos improvisados estou tentando fazer essa postagem.

Mesmo assim, hoje pela manhã arranjei uma lupa e fiquei lendo os textos da Interdisciplina de Alunos com Necessidades Educacionais Escpeciais, principalmente sobre alunos com deficiência mental, pois me parece ser esse o caso do "Zézinho" e não está sendo nada fácil administrar essa situação.


O texto Atendimento Educacional Especializado - Deficiência Mental de Adriana L. Limaverde Gomes, Anna Costa Fernandes, Cristina Abranches Mota Batista, Dorivaldo Alves Salustiano, Maria Tereza Eglér Mantoan e Rita Vieira de Figueiredo foi bastnte esclarecedor e me deu a certeza de que a maneira cmo estou agindo frente a todo esse impasse até certo ponto está correta. Pois, se é para realmente acontecer a inclusão o aluno deve participar de todas as atividades realizadas pelo demais. Tenho conseguido isso na hora do conto, pois o menino lê histórias e, inclusive uma das autoras descreve procedimentos que podem ser feitos para perceber se o menino lê apoiado na gravura ou se sabe distinguir que a leitura se faz através do texto. Através das observaçoes feitas deu para perceber que ele "inventa" a história mediante as gravuras que olha. Mas, uma maneira mais eficaz seria bem simples tapar a gravura e perguntar se é possível fazer a leitura ou vice-versa.

Mas, voltando ao início, essa integração só é possível através da oralidade, pois quando chega o momento da construção coletiva do texto ele acaba ficando excluído ou fazendo uma atividade alternativa e me parece que isso não é o ideal. Como proceder então?

Na realidade na teoria é uma coisa e na prática outra bem diferente. Existe uma situação ideal e uma situação real.Não que eu o percebo como incapaz, longe disso!!! Mas, no momento percebo limitações tanto da minha parte quanto da dele em continuar o processo. Que desafio!!!

domingo, 28 de março de 2010


Já tivemos nossa primeira aula presencial e foi importante ouvir a prof Rosane Aragon e suas considerações e ponderações sobre o Estágio. Me deixou mais calma, mas coonfesso que tenho "traumas", para mim estágio é "bicho papão" sim, só se este do PEAD vai me provar o contrário. Faz longo 40 anos que fiz estágio no magistério, na época, denominado curso "Normal". Até agora não entendi o porquê desse nome. Será que os outros cursos erm anormais?
Para ,mim o anormal foi o estágio desse curso onde cada dia um dos "supervisores" de Didática da Matemática, Didática de Português, didática da Música, da Educação Física, etc... se "enfiavam" dentro da minha sala de aula, "reviravam" meu diário de classse,enchendo de correçõe com caneta vermelha e ainda no final me deram uma nota 8. Quando terminou, no último dia,lembro como se fosse hoje...joguei pasta na escrivaninha e disse para minha mãe que jamais voltaria novamente a uma sala de aula como professora, somente como aluna.
Muitos anos se passaram e em 2002, voltei para sala de aula, não como aluna, mas como professora, contrariando o que havia dito anos e anos atrás. Não é necessáio dizer que adorei a experiuência, melhor ainda foi ser aluna do PEAD, mas esse tal de "estágio" não sei, não... Estou bastante apreensiva e nervosa, até que me provem o contrário...Acho que qundo alguém chegar na minha sala, vou desmair, ficar petrificada ou simplesmente largar tudo e sair correndo... Será que vou morrer na beira da praia???
Pronto não queria falar, muito menos escrever isso, mas eu precisava...

Bem, mas retornando... Essa semana estive bem atarefada "recheando" meu Pbworks e como falei anteriormente de clic em clic estou indo... inseri algumas fotos, pois tinha várias fotos dos arredores da Escola e resolvi colocar algumas a título de ilustração. Só não consegui inserir os gráficos, mas ainda vou descobrir como faço... Segundo a colega Mara "esse curso tem um diferencial,ele não é só mais um curso de Pedagogia, ele é um curso que nos ensina a dominar as diversas ferramentas tecnológicas e usá-las em nosso favor". Então, vamos em frente!!! Navegar é preciso...

As novidades quanto a prática pedagógica é que meus alunos já foram ao laboratório de informática para se familiarizar com a tecnologia. Alguns com bastante desenvoltura, outros nem tanto.

Também como sexta-feira era o aniversário de Porto Alegre fiz a leitura de um texto de Íria Possas em que uma árvore faz "reflexões" sobre a Porto Alegre de antigamente e a atual. Acharam o texto bastante difícil, então sugeri que construíssemos um texto coletivo. No final, perceberam que juntos conseguiram e que não era tão difícil como parecia. Em seguida com o auxílio de alguns materiais de sucata e algun brinquedos reconstruíram a POA de ontem e de hoje. Oportunidade em que pude perceber a habilidade do aluno Cézar ( um dos alunos já alfabetizados) na construção dos traçados das ruas.(importante para a Arquitetura Pedagógica pretendida).

domingo, 21 de março de 2010

Retornando!!!


Finalmente, após longos dias e meses de férias estou voltando ao meu querido PEAD desta vez já com gosto de despedida, cheiro de despedida, mas não sem antes "cheirar", "sentir", "xeretar" e com certeza construir novas aprendizagens que com certeza levarei para a minha sala de aula, para a minha escola, parqa minha família e com certeza para toda vida.

Ah! AS "peripécias" já começaram, pois assim que abri o e-mail e descobri que precisava criar um wiki para o estágio, desliguei o computador e fui dormir. Muitas vezes, é preciso recostar a cabeça no travesseiro e descansar este corpo já bastante cansado e desgastado pelo seus longos anos de vida. Mas, nada melhor que um dia após o outro e do que uma noite de sono para restabelecer as energias e recomeçar tudo de novo.
Na outra noite qual foi minha alegria ao perceber que clica daqui, clica dali e, consegui criar meu espaço de estágio, meu "caderno", branco, liso sem nada escrito, ou melhor, cheio de caracteres em inglês e que era preciso "apagá-los" com minha borracha virtual e iniciar tudo outra vez. Quantas páginas terei que escrever? Muitas, com certeza!!! Mas, vamos lá... Esse semestre não será diferente dos demais e muitos desafios, muitas trocas acontecerão na interação entre professores, tutores e colegas.

Ah! Tenho algumas novidades para contar. A primeira tenho um aluno com necessidades educacionais especiais, o "Zezinho".Com certeza nos lançaremos os dois nessa fantástica aventura de aprendermos um com o outro e com os outros.Mas confesso que não sei muito bem como lidar com essa situação inédita até o momento para mim.

Ah! A segunda novidade é que tenho uma parceira, a colega Salete, professora de Artes e também a responsável pelo Laboratório de Informática e digamos assim uma espécie de "anjo" que com certezame ajudará muito nesse semestre. Já estamos fazendo parceria e a primeira já acontecerá quarta-feira pela manhã quando tentaremos iniciar um trabalho de inclusão com o "Zezinho" através dessa tal de tecnologia. Voltarei...Com novidades a respeito dessa aventura...