Mostrando postagens com marcador Seminario Integrador VII. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Seminario Integrador VII. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Arquiteturas Pedagógicas


Esta semana passei envolvida com a aplicação e teorização da atividade sobre Arquiteturas Pedagógicas. Para mim é uma novidade que ainda preciso me adptar, pois ainda fico bastante apreensiva quando se trata de uma atividade desenvolvida praticamente toda ela com o uso do computador. Mas, no final deu tudo certo e representou um grande momento de aprendizagem para mim e meus alunos, justamente no final de ano quando aparece que já não temos muito o que fazer a não ser revisar os conteúdos e prepará-los para a avaliação final.
Com essa atividade consegui manter os alunos entusiasmados até o final do ano, principalmente no que se refere a Arte dos Mosaicos.

RELATÓRIO DE APLICAÇÃO

Atividade: Reforma da Casa
Neuza Terezinha da Rocha

INTRODUÇÃO

Iniciei a aplicação das atividades através do Laptop em sala de aula, pois temos dia e horário determinados para cada turma no Laboratório de Informática e considerei esse tempo escasso para uma atividade complexa e com um número razoável de informações e conceitos a serem construídos.
Esse conjunto de atividades foi escolhido por adequar-se à Arquitetura Pedagógica de Resolução de Problemas com auxílio do Meio Telemático e ser possível sua adaptação a diferentes níveis e anos com pequenas adaptações, por isso, usei como suporte o manuseio de material concreto.
Pretendia que eles ouvissem a história sobre os Mosaicos gravada gentilmente pela colega Mara para se tornar mais acessível a meus alunos de 2º ano e também aos alunos de Educação Infantil da colega Neila. Mas, às vezes as condições não são as desejáveis. O som estava baixo e, então, os próprios alunos foram fazendo a leitura do texto que a princípio me pareceu de difícil entendimento. Mas, qual foi minha surpresa quando percebi que aos poucos foram se aquietando e ouvindo atentamente.
Identificaram a arte do mosaico, numa gruta na igreja da comunidade e também vários fizeram referência à calçada em frente ao Mac Donald do centro.
E continuaram:
_ Profi, “as aparências enganam mesmo”, o mosaico pode ser desenhado até na madeira, como no piso da sala de aula. (Não resisti à tentação e reproduzi a frase na íntegra, adorei!)
Depois fomos lanchar e em seguida fomos para o pátio para a aula de Educação Física.
Quando voltamos retornamos ao assunto identificando algumas figuras geométricas que tomei emprestadas do Laboratório de Informática.
Para esse momento solicitei a minha colega de Ensino Fundamental que leciona a interdisciplina de Matemática que me emprestasse figuras geométricas disponíveis no Laboratório de Matemática. Permiti que manuseassem e brincassem com essas figuras e à medida que foram se aquietando fui dirigindo a atividade e levantando questionamentos:
- Que figura é essa?
- Um quadrado.
- E essa?
- Um cubo
- O quadrado é "magrinho" e o cubo é "gordinho" e usamos nos nossos jogos.
- E tem diferença entre este cubo e aquele que vocês usam nos seus joguinhos?
- Prof, essa é igual a uma "cabaninha" ( pirâmide).
-Essa, parece um "diamante" (prisma). Nesse primeiro momento deixei que extravasassem sua imaginação e que dessem nomes as figuras pouco conhecidas por eles. Depois, voltaram novamente com a caixa das figuras geométricas e, para minha surpresa o mesmo aluno que havia denominado a pirâmide por "cabaninha" foi lá na caixa pegou-a na mão e disse;
- Profi, essa é a pirâmide.
Ainda continuei questionando-lhes:
- O que essas figuras têm semelhantes? (Mostrando-lhes um cubo e uma pirâmide)
- O fundo.
- Isso mesmo, a base.
Depois passaram a medir alguns objetos da sala de aula com o uso de um cordão até que se aproximaram de um cartaz contendo o alfabeto e a Maria Eduarda disse:
- Profi, o abecedário é um retângulo que está divido em quadrados. Foram, então, instigados a medir o contorno dessa figura.
- Agora que vocês já contornaram o retângulo com a linha colorida, conte o número de quadradinhos que estão dentro. Quantos?
Quando a criança está contornando uma figura geométrica com uma linha ou barbante ou quando ela está contando o número de quadradinhos contidos dentro desse contorno ela está elaborando as primeiras noções de perímetro e área de figuras geométricas de uma forma lúdica.
Não paramos por aí, pois quando alguém mencionou que o triângulo tem três lados e três pontas, isso mesmo, três lados e três vértices. Liguei o computador e iniciamos a segunda atividade que mostrava o triângulo como um polígono de três lados e instigava que se clicasse para ver em quantas partes ele poderia ser dividido.
Quando apareceu o círculo deixei a figura parada e questionei como poderiam medir essa figura.
_Com o barbante, profi. Assim, e fez o contorno no ar. Pegou então, sua pulseira e fez o contorno com a linha de tricô.
Já estava na hora da aula terminar e também não fui adiante porque acho que outros conceitos como diâmetro, raio poderão ser tratados em outra ocasião. Porém, ficaram evidentes através de suas falas, ações e reflexões as construções dos objetivos propostos tais como: propriedades, elementos e características das figuras geométricas, estabelecendo relações com os conhecimentos adquiridos anteriormente em sala de aula e fora dela.
Para terminar essa primeira parte, mas uma de suas “pérolas”:
_Profi, quando se faz figura geométrica, se estuda Geometria?
Hoje, terça-feira, 08/12, finalmente, nós fomos até o Laboratório de Informática onde os alunos iniciaram a construção do Tangram, em duplas. Demoraram bastante na atividade, cerca de uma hora e meia. Conversaram, trocaram idéias entre si, aceitavam sugestões uns dos outros. Não mencionavam muito os nomes das figuras geométricas, estavam mais preocupados em realizar a tarefa com êxito. Já estavam acostumados com o manuseio do Tangram em sala de aula, mas não estão acostumadas com o ambiente virtual e custaram um pouco a se adaptar. Também alguns terminais ficaram sem internet e foi necessário recomeçar algumas vezes, mas todos conseguiram realizar a tarefa.
Quando voltamos do lanche, apresentavam sinais de cansaço e, então, resolvi passar para a atividade da Reforma da Sala para a concretitude de mais um dos objetivos propostos, bem como para encaminhar o processo de avaliação das aprendizagens.
Gostaram muito de ouvir a história do seu João onde eram instigados a recobrir uma superfície com composição de mosaicos, utilizando-se dos azulejos comprados pela dona Mônica, através da estimativa visual.
Os “chutes” foram os mais variados possíveis, 60, 200, 300 azulejos. Vamos, então, tentar recobrir a sala como nos pede seu João?
Leram as instruções e no início tiveram bastante dificuldade no manuseio do mouse na hora de unis as pecinhas, mas ao poucos, foram tentando daqui e dali e conseguiram revestir a sala de azulejos com relativo sucesso. Todos estavam muito eufóricos. Então, perguntei-lhes pelo rodapé. O que é rodapé, profi?
Expliquei o que era. Alguns até meio que começaram a choramingar, pois já estavam cansados e teriam que recomeçar tudo novamente.
Solicitei que contassem as peças utilizadas até o momento num total de 18, bem diferente do que haviam estimado no início. Questionei-lhes frente a essa nova realidade de quantas peças precisariam para revestir o rodapé. É lógico que agora o número foi bem menor: 12, 17, 20. Um aluno propôs que poderiam utilizar as mesmas peças, porém sendo necessário cortá-las. Ele iniciou a tarefa e os demais foram olhando o que faziam e de início foram copiando, depois começaram a surgir novas idéias quanto ao recorte das peças e assim cada trabalho foi adquirindo as características da dupla. Percebi que nem todos utilizaram o mesmo número de peças, houve uma pequena variação. Mas, o importante é que cada dupla terminou sua tarefa.
Na aula anterior, havíamos feito, a estimativa do número de parque utilizados na composição da nossa sala. Os números foram bastante elevados em torno de 15.000, 18.000 e 20.000.
Quando retornamos a sala de aula retornei ao assunto. A aluna Talita mencionou que havia consultado seu pai que é arquiteto e ele havia afirmado que cada parque mede 3 cm X 7 cm e que o número de peças utilizados depende do tamanho da sala.
-Vamos, então, contar o número de parques utilizado na nossa sala?
Alguns chegaram a esboçar a tentativa de contá-los e até começaram a marcar com giz os que já haviam contado. Mas gerou muito tumulto e confusão, então chegaram à conclusão que o ideal seria fazer o cálculo e escrevemos um bilhete no quadro convidando o pai da Talita para nos ajudar nessa tarefa.

CONCLUSÃO

Esta atividade gerou muitas outras através do uso de material concreto como suporte para o ambiente virtual a que os alunos não tem acesso freqüente. E também gerou a perspectiva de uma atividade posterior com a possibilidade da vinda de uma pessoa da comunidade ( pai e arquiteto) para acrescentar um pouco mais às aprendizagens já construídas até o momento.
Não havia ainda trabalhado com Arquiteturas Pedagógicas com meus alunos e foi uma experiência bastante gratificante.
O caráter dessas arquiteturas pedagógicas é pensar a aprendizagem como um trabalho artesanal, construído na vivência de experiências e na demanda de ação, interação e meta-reflexão do sujeito sobre os fatos, os objetos e o meio ambiente sociológico (Kackhove , 2003).
Para Piaget “é na interação do sujeito sobre o objeto que sujeito e objeto transformam-se por força da própria interação”. O sujeito assimila os objetos, isto é, age sobre eles transformando-os em função dos esquemas que dispõe. Assimilar implica, pois, em transformação do sujeito, impondo-lhe modificações para as quais nem sempre dispõe.
Torna-se necessário, portanto, construir instrumentos ( estruturas ou esquemas) através da modificação dos instrumentos já existentes ou por construção de novos. Torna-se necessário que o sujeito transforme a si mesmo, provocando que as novas assimilações sejam diferentes e melhores que as anteriores e ampliem as possibilidades


O aluno constrói o conhecimento como conteúdo e também como condição básica para a assimilação de novos saberes.
Agindo dessa forma, o professor tornará possível e viável o processo de aprendizagem e a apropriação e a (re)criação do conhecimento para cada um se torne sujeito de sua própria história e não meros reprodutores de modelos já existentes.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Síntese Portfólio


IVO VIU A UVA. Quem de nós educadores já não viu e ouviu essa frase e não sabe de sua representatividade. A partir dela, professores alfabetizaram gerações e gerações e muitos ainda continuam alfabetizando seus alunos usando métodos não muito diferentes e até mesmo cartilhas, dissimuladas através de novas nomenclaturas. Parece que na educação as coisas andam de vagar, não acompanham o ritmo frenético das mudanças que ocorrem através de um mundo globalizado onde as notícias e as informações ocorrem quase que instantaneamente.
Precisou surgir um estudioso como Paulo Freire, cuja sensibilidade permitiu perceber quão distante do interesse de jovens e adultos que chegavam à escola após um longo dia de trabalho ou sem trabalho, estavam os jargões instituídos nessas cartilhas e através de “temas geradores” inovou a alfabetização no Brasil e também em outros países. E com isso, oportunizou que outros estudiosos prosseguissem a discutir sobre tão apaixonante tema, ensinar homens e mulheres a descobrir um mundo novo que lhe permita a simples liberdade de ir e vir e de sonhar com a possibilidade de uma melhor condição de vida para si e para aqueles a quem amam.
OLIVEIRA, 1999, no texto “Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento” aponta que a EJA é constituída por um público diferenciado por vários motivos, entre eles, por ser formado por jovens e adultos, isto é, “por não crianças” e, que diferentemente da criança, trazem consigo uma experiência longa e complexa estabelecida nas relações de trabalho e também uma maior reflexão sobre o conhecimento e o processo de aprendizagem que deveriam contribuir para o seu sucesso escolar.
No entanto, também são pessoas analfabetas ou com histórico de fracasso escolar e que em virtude desses fatores apresentam sentimento de baixa estima, associada ao cansaço e a condição socioeconômica que não lhes permite investir em sua formação, acrescidas pelo sentimento de vergonha de freqüentar tardiamente a escola. Esses fatores provocam o alto índice de evasão escolar nessa modalidade.
Também os currículos, programas e métodos de ensino são pensados para crianças e jovens com uma trajetória de vida escolar regular o que pode ocasionar situações bastante inadequadas de aprendizagens que contribuem também para o alto índice de evasão escolar dos alunos de EJA que voltam tardiamente à escola para se alfabetizar ou complementar seus estudos que por um motivo ou outro foram interrompidos.
O professor de EJA deve compreender toda a complexidade desse quadro e criar situações pedagógicas que satisfaçam suas necessidades de aprendizagem, pois quanto maior for à experiência e domínio dos códigos de leitura e de escrita, maiores serão suas chances de manterem-se atualizados e revigorados física e psicologicamente. Do bem estar físico e psicológico desses indivíduos e da aproximação de uma prática pedagógica que utiliza a linguagem dos mesmos dependerá o sucesso do ensino-aprendizagem.
Depois dessa reflexão eu diria que “O PROFESSOR IVO, NÃO VIU A UVA”, isto é, não percebeu a riqueza de significados e significações contidas nessa pequena frase e perdeu a oportunidade de através dela construir conhecimento junto com seus alunos, ao invés de fazê-los repeti-la incessantemente sem sentido e sem nexo, isolada, fora do texto e do contexto.
Falar de plantio e colheita da uva é totalmente compreensível para um adulto que sabe da importância e da necessidade do trabalho para o seu sustento e da família, mas não podemos esquecer que a EJA também atende uma faixa intermediária de jovens adolescentes, entre 15 e 18 anos que muitas vezes ainda não trabalham, usam gírias ou até mesmo já estão inseridos no mundo da drogadição. E a eles também o professor tem que encantar.
Como falar de uva para nossos pequeninos que vem para escola, diferentemente de alunos adultos cansados ou frustrados, cheios de energia e vontade de aprender da maneira que mais gostam, através da brincadeira. E, mais como falar de uva e encantar alunos surdos. A Língua de Sinas – LIBRA- tem seus ritmos, sabores, nuances e sons que não são perceptíveis aos nossos ouvidos, além do mais são em minoria que pertencem uma comunidade própria, mas que também estão inseridos na vida e na comunidade dos ouvintes.
Toda essa analogia significa que o professor precisa identificar e conhecer o seu aluno quer seja de Educação Infantil, Ensino Fundamental, Médio ou de EJA ou com Necessidades Educacionais Especiais para que através do uso de uma linguagem que seja de seu entendimento e vá de encontro aos seus interesses e necessidades planejar suas aulas de forma a aliar o “para quê” ao “como” com o intuito de atingir os objetivos a que se propõe a escola como instituição balizada para oferecer ao aluno uma educação inclusiva e de qualidade.
A perspectiva de um currículo mais flexível não necessariamente significa a solução. Corre-se o perigo de reforçar, sem intenção, a uniformização que contradiz a realidade da diversidade. Mas, então, como não entrarmos nesse engodo?
Atualmente no PEAD construímos e somos instigadas a construir com nossos alunos Projetos de Aprendizagem. Com eles nos abrimos à possibilidade da utilização de ferramentas tecnológicas, entre elas, a Internet, fonte de pesquisa e informação que devemos usar a nosso favor. Esses projetos partem de assuntos de interesse do aluno e são construídos de forma colaborativa e de autoria própria e dá abertura a novos questionamentos e possibilita a formação de indivíduos "pensantes", críticos e capazes de construir aprendizagens e buscar novos conhecimentos pela vida afora...

QUESTÃO 2: Análise do Portfólio da colega Nair Marili http://lilapead.blogspot.com/

Visitando o portfólio de Aprendizagens de outros colegas de outros pólos a fim de realizar a atividade solicitada me chamou atenção o Bloger da colega Marili do Pólo de Alvorada pela sinceridade e honestidade em uma de suas últimas postagens. Precisamente do dia 14 de novembro ela relata que seu grupo teve muita dificuldade em traduzir o vídeo que apresentava um diálogo entre moças surdas e então solicitaram ajuda a um amigo que fala a LIBRAS que gentilmente traduziu o diálogo.
Essa atitude da colega reportou-me a uma das primeiras atividades desse semestre da Interdisciplina de Didática e Planejamento sobre as marcas que professores deixam em seus alunos. Minha colega está de parabéns, pois com certeza assim como aluna ela passa toda essa idéia de honestidade para com seus professores provavelmente sua atitude com seus alunos não será diferente. Esse é um dos motivos da importância da construção do portfólio como espaço de reflexão de aprendizagens, mas como reflexo também de atos e atitudes do aluno.
Percebi também que suas postagens são curtas, porém concisas e evidenciam reflexões sobre as aprendizagens enquanto aluna do PEAD e também como professora onde relata atividades desenvolvidas com seus alunos.
Não apresenta um grande número de postagens, porém são regulares. São feitas basicamente uma postagem por semana, contemplando normalmente apenas uma Interdisciplina. Portanto, nesse sentido percebo que a colega perdeu a oportunidade valiosa de perceber e registrar a forma como elas estão articuladas as Interdisciplinas de maneira a uma dar suporte a outra. Uma mesma atividade pode contemplar várias Interdisciplinas ao mesmo tempo. Seria um exercício que provavelmente refletiria na sua prática pedagógica no momento de fazer o seu planejamento de aula de modo a contemplar a interdisciplinaridade, evitando assim, a fragmentação de conteúdos.
Em nenhum momento houve a reprodução de uma atividade em si, embora em alguns momentos houvesse solicitação por parte da tutora ou professora para que determinadas atividades realizadas com seus alunos fossem explicitadas de maneira mais detalhadas, contemplando as estratégias utilizadas e os resultados obtidos e não houve um retorno por parte da colega nem mesmo no espaço dedicado aos comentários. Não explora o espaço de comentários para estabelecer diálogo com professores, tutores e visitantes. Considero este espaço como uma oportunidade de reflexão e de interação.
O espaço visual é agradável e convida o leitor á navegar através do mesmo. Ter a oportunidade de “passear” por um Blog é também um momento de aprendizagem, de reflexão e de emoções, pois acabamos conhecendo um pouco mais sobre a pessoa, sua maneira de pensar e de agir ainda que virtualmente. Para Piaget, “cognitivo e afetivo são inseparáveis, andam lado a lado no processo ensino-aprendizagem”.

Essa foi minha Reflexão Síntese e estou envaidecida com o comentário feito pela professora Denice Comerlato sobre o mesmo.Para mim culminou com uma aprendizagem construída não só no Eixo 7, mas como resultado das aprendizagens construídas ao longo do PEAD.


Postado por Denise Maria Comerlato em 03/12/2009 15:34
Prezada Neuza, fiquei muito gratificada ao ler tuas Reflexões-Sínteses do Eixo VII. Percebe-se em teu texto a apropriação dos principais conceitos trabalhados nas interdisciplinas, assim como o estabelecimento de relações entre elas. Observei que Frei Beto foi uma linha condutora e inspiradora da tua reflexão, de um pensar próprio, verdadeiro, com autoria. Isso significa em que te colocaste inteira, como educadora comprometida, intelectual crítica e, ao mesmo tempo, pessoa que sente e se emociona com o trabalho que realizas. O mesmo acontece com a análise dos portfólios, da colega e teu. São análises sérias que contribuem para qualificar, cada vez mais, a página que registra a trajetória de vocês no Curso. Nada tenho a acrescentar a não ser te parabenizar pelo trabalho que vens realizando, tanto na PEAD quanto junto ao teu grupo de alunos! Um grande abraço, Profª Denise Comerlato

domingo, 22 de novembro de 2009

Conclusões do PA "Circodasaprendencias


Após o retono das respostas do questionário, resolvi construir com meus alunos um gráfico sobre alguns itens do questionário que foram selecionados por eles próprios. Decidiram-se pelas seguintes questões:



Do que você mais gostou no circo?



Havia animais no circo?



Quais?



A atividade iniciou com as crianças sentadas em "U" e com as questões selecionadas escritas em folha de ofício. Definimos também as cores que iriam representar cada item. Um saco contendo os legos passariam de mão em mão

de maneira que odos pudessem participar enquanto um aluno iria marcando os pontos e acompanhando no quadro.

Foi bastante demorado e tivemos que interromper a atividade, pois tínhamos aula de Educação Física. Mesmo assim

conseguimos terminá-la e por sugestão dos alunos identificamos cada item da questão com uma gravura colada num palito. Em seguida, combinamos que cada aluno representaria o gráfico conforme o seu entendimento.



Concluimos essa atividade e tentamos fazer um registro da mesma. Porém, não conseguimos devido ao adiantado da hora e porque também não surgia uma proposta adequada. Combinamos que no outro dia retornaríamos a atividade que começou meio devagar dando a impressão que não íamos muito longe.



CONCLUSÂO



Cada personagem do circo tinha um voto. O palhaço teve 8 votos. O Globo da Morte 6 votos, 3 para os animais e 2 para o trapezista.Vimos que o palhaço foi o vencedor e que havia muitos animais nos circo que foram, mas não era do que mais gostavam. Gostavam mais do palhaço que sempre foi a personagem de mais sucesso e que aparece sempre.

Através das leituras, pesquisas e conversas com nossos parentes descobrimos também que os animais moravam no circo em jaulas, gaiolas e não na floresta que é o seu "habitat" natural.



O mágico que esteve na escola também tinha animais em sua apresentações, mas ele nos ensinou que devemos cuidar muito bem deles e nos contou a história do seu cão que foi encontrado na lata de lixo e que ele cuidou, deu comida e ele melhorou e até hoje o acompanha.



Também vimos que alguns circos como o Cirque Du Soleil - Circo do Sol - não tem animais em suas apresentações. Nesse circo tem palhaço, trapezista, contorcionista, malabarista. tem muitas personagen, cores, luzes, danças e música. É um show. No ano passado esse circo esteve na inauguração do Barra Shopping.Soubemos que o ingresso é bastante caro. A tia da Paloma assistiu e vimos uma foto onde ela aparece sorridente assistindo ao espetáculo.



No circo de antes tinha até lutas de gladiadores e corridas de carros puxados por cavalos. Eram espetáculos bem violentos. Agora, nem se pensa mais nisso! As apresentações com animais estão sendo substituídas por novas atrações.



Para ter animais nos circos os donos precisam assinar papéis para ser totalmente legalizados o seu uso em sua apresentações. Eles se comprometem a cuidar dos animais dando comida e água e não maltratando-os, pois muitas vezes os animais são abandonados e morrem de fome e de sede.



Agora já temos circos mais modernos e os animais estão sendo soltos para ficar na selva e também nos zoológicos onde são bem cuidados e podem ser admirados e conhecidos por todos.

CONSIDERAÇÕES DA PROFI:

Considero essa uma primeira tentativa de colocar de registrar a tentativa de um Projeto de Aprendizagem construído juntamente com meus alunos. Certamente houve falhas. Mas, valeu sobretudo como iniciativa e vontade de inovar na construçõ de conhecimentos de forma interativa e colaborativa.



Foi válida, com ceteza! Principalmente porque meus alunos foram pesquisadores tenazes o que absorveu bastante tempo e que resultou até em algumas reclamações por parte dos pais porque seus filhos estavam fazendo poucos exercícios.



Me surpreendi com o vocabulário que usaram e na apropriação que fizeram da leitura e da escrita, ficando muitas vezes evidente nelas os jeitos e trejeitos da profi .Não sei até aonde ou o quanto isso é válido, mas eu me senti bastante orgulhosa com isso. Reflete uma construção e uma caminhada feito ao longo do ano e não somente nesse momento.

Gostaria de registrar também que o que era para ser um gráfico resultou eu diria num MAPA CONCEITUAL, pois depois dele e apartir dele os alunos foram construindo de maneira expontânea e natural um texto colaborativo que respondia algumas de suas dúvidas e certezas temporárias bem como a questão norteadora do PA.

domingo, 8 de novembro de 2009

Algumas das aventuras na construção de um PA


Há alguns dias iniciamos a construção de um Projeto de Aprendizagem que tem como temática O CIRCO eque tem representado para mim momentos de reflexão e aprendizagens.

Na Sexta-feira ( 06/11) fomos até a sala de vídeo para uma "sessão-cinema" com direito, inclusive a pipoca.
Assistimos a um filme com atrações do Circo du Soleil. De volta à sala de aula resolvemos criar um texto coletivo que ficou assim:



CIRCO DU SOLEIL = Circo do Sol



É diferente dos outros circos porque tem atrações diferentes. Tem música. Sempre aparece uma mulher com vestido preto e outra com vestido branco que estão cantando.

Aparecem atores e palhaços, porém não tem mágico e nem globo da morte. Só tem pessoas trabalhando. Não tem animais.

Achamos que a maioria dos artistas são chineses porque sua aparência é idêntica as fotografias de pessoas chinesas que a aparecem num jornal que nossa colega Paloma trouxe para a sala de aula.

A Sandy, porém falou que a maquiagem poderia deixar as pessoas com essa aparência. (olhos puxados).

Vale a pena ir nesse circo porque vemos muitos contorcionistas.



Obs: Ficou evidente que os alunos já são capazes de criar um texto com uma certa estrutura (início,meio e fim) e observando uma sequência lógica.( Com direito a recheio e tudo mais, Uauuuuu!!!)

IMPORTANTÍSSIMO: Só agora, após as leituras para as a realização da atividade de comentário sobre as questões da atividade 5 de Seminário Integrador, a profi se deu conta que esqueceu de construir juntamente com os alunos a questão norteadora, Sem ela corremos o risco de andar em círculo e perdermos a oportunidade de nos tornarmos sujeitos investigativos desse processo.

PROVIDENCIAREMOS!!! Somos marinheiros de primeira viagem.

Algumas considerações:

O Projeo de Aprendizagem tem uma estrutura que precisa ser mantida. Exige planejamento, reflexão e sobretudo mudança de postura do professor que deixa a posição de dono do saber e passa ser aprendiz e sujeito de pesquisa juntamente com seus alunos. Constrói-se conhecimentos na interação e de forma colaborativa o que gera com certeza uma ampliação e maior compreensão do saber.
Acredito que essa postagem diz respeito a todas as Interdisciplinas, pois parte de assunto de interesse dos alunos, envolve planejamento, reflexão. O PA tem também uma estrutura que precisa ser mantida:

domingo, 18 de outubro de 2009

Semana tranquilinha essa!!!


Semana de recuperação que para mim foi bem tranquila, pois não havia atividades apenas uma pequena retificação que precisei fazer numa atividade de Didática e Planejamento.

Tutora Cristiane: Aproveitei o feriado e a semana de recuperação para procurar na Interdisciplina de Ludicidade para tentar reparar o erro quando afirmei que Para Piaget, "a criança trabalha enquanto brinca e o adulto brinca enquanto trabalha". Ouvindo novamente a entrevista concedida à Tânia Carvalho no Programa Comportamento pela Psicopedagoga Tânia Fortuna pude então constatar meu equívoco, pois no início da entrevista ela afirma o seguinte: "Piaget dizia que para a criança o seu trabalho é o brinquedo". Espero com isso ter retificado meu engano. Abraço Neuza

Também aproveitei essa semana para assistir o filme: "Vamos passear na Vassoura da Bruxa Onilda".Possibilidades! ao meu redor ainda não conseguir assistir, pois só consegui em fita k-7 e quando fui testar meu aparelho de Vídeo Cassete, ele não estava funcionando, mesmoa assim, já respondi a primeira questão:
- Destaque aspectos positivos e desafiadores do trabalho porr Projetos.

-Lá vai minhas reflexões:

O professor será o facilitador das aprendizagens, viabilizando as informações e pesquisas e terá como incumbência estabelecer o fio condutor desse processo de modo a contemplar a flexibilização dos conteúdos. Deixa de lado a figura de “dono do saber” e passa a ser um pesquisador e aprendiz juntamente com seus alunos.
Os projetos partem de assuntos de interesse dos alunos e tem um caráter avaliativo levando em consideração o que já Trabalhar com Projetos é sempre desafiador tanto para o aluno quanto para o professor.sabem sobre o tema (dúvidas e certezas) e formativo o que estão aprendendo e como estão acompanhando o desenvolvimento dos mesmos. Exigem comprometimento dos alunos que também ficarão incumbidos do material e realização das pesquisas e ao mesmo tempo promovem a interação do grupo e a construção coletiva. Viabilizam o uso de ferramentas tecnológicas, entre elas a Internet ampla fonte de pesquisa e informação que já se encontra à disposição de nossos alunos de periferia e também favorece um amplo material áudio-visual que só vem a contribuir nessa construção.
Os alunos são autores das aprendizagens e sabemos que os Projetos nunca são fechados e previsíveis sempre darão abertura a novos questionamentos e conhecimentos e poderão, inclusive, originar a criação de novos( Projetos).


E por falar em Projetos essa semana uma atividade do seminário Integrador VII nos pegou de surpresa.Deveríamos fazer algumas reflexões sobre nosso Projeto de Aprendizagem: "A escola do Futuro, construido pelo grupo das A'Normais, constituido por mim, Mara, Neila e Sandra.

É parece que nosso grupo não é polêmico apenas no nome, dúbio, aberto a especulações as mais variadas possíveis, tal qual deve ser um PA.

Realmente, fizemos uma parceria muito boa e há uma grande interação entre o grupo, suscitando dúvidas e surpresas e deixando incrédulas muitas de nossas colegas e "quiçá" alguns profis e tutores. Eis o endereço:

http://novopadasamormais.pbworks.com

Bem, mas voltando novamente a atividade de Planejamento e Didática quanto a segunda pergunta já tenho um esboço da mesma, mas gostaria de ter opotunidade de assistir o segundo filme para conclui-la, pois o primeiro filme documenta o trabalho realizado com crianças da faixa etária dos 3 anos e o segundo apresenta algumas cenas das práticas pedagógicas de duas estagiárias das disciplinas Práticas de Ensino em Anos iniciais do Ensino Fundamental.

2. Você identifica diferenças e/ou semelhanças entre a Pedagogia de Projetos na Educação Infantil e Nos Anos Iniciais? Quais?

domingo, 4 de outubro de 2009

Os fóruns tem dado muito "pano prá manga"


Há duas semanas tanto o Fórum de Seminário integrador que nos fala sobre Maturana e amorosidade na relação professor aluno nos faz refletir sobretudo numa educação que transcede os conteúdos e prioriza a relação professor/aluno.Há também o fórum de EJA que nos coloca frente a alfabetização como um ato social capaz de "empoderamento" dos indivíduos.Em recente participação no fórum de EJA fiz a seguinte postagem:

"A alfabetização vista como um ato social que forma indivíduos críticos, isto é, sujeitos não capazes apenas de ler e escrever, mas capazes de fazer uma leitura crítica de mundo vai contra os interesses de uma minoria que detém o poder de econômico em suas mãos e consequentemente um poder de mando.
Não é de agora que a escola sofre influência de modelos ideológicos e econômicos vigentes. O processo de desqualificação e automação de tarefas ocorrido dentro das fábricas decorrentes do Fordismo passou a se refletir no interior das escolas, onde professores e alunos vem negadas sua participação crítica nos processos educacionais que cada vez mais se distanciam da sua realidade na intenção de seguir um cronograma e um programa pré-determinado que devem ser seguidos à risca, determinando e caracterizando assim um ensino compartimentado, desvinculado à realidade social na qual estão inseridos, formando cidadãos alienados, incapazes de intervir de forma crítica, justa, solidária e democrática na comunidade.
O processo de globalização que acirra a competitividade do mercado de trabalho e produção vem provocando mudanças nos modelos econômicos, exigindo uma mudança de atitude. A nova ordem do dia é flexibilização.
No decorrer da história à escola sofre influência do modelo econômico vigente e com certeza não vai ficar imune a esse novo panorama que já se vislumbra. Portanto, é o momento para também as escolas pensarem num currículo mais flexível que permita ao professor juntamente com seus alunos construírem estratégias de aprendizagem mais condizentes com a realidade, tanto nas esolas de ensino regular quanto na modalidade de EJA".

domingo, 13 de setembro de 2009

*Registrar o que não deu tão certo também é importante!


Pois é, nem tudo são flores! No trabalho sobre Comenius não entendi, ou pelo menos não expressei verbalmente que quando lançou sua obra "Orbis pictus" ( " O mundo em imagens") essa servia para a alfabetização na Língua Materna, semelhante as cartilhas atuais que ainda usamos na alfabetização de nossos alunos, onde o visual, bem como a valorização dos fonemas são altamente explorados.

Além do livro didático, herdamos também a organização por séries e atividades em graus de dificuldade ( do menor para o maior) além, é claro, da democratização do saber. Mas é como muito bem diz a tutora Cristiane, não é porque Comenius deu essa receitinha básica lá no século XVII que não podemos e não devemos inovar em nossa escola atual e na aprendizagem de nossas alunos.

Essa interdisciplina continua a "mexer" muito comigo, principalmente, porque toca num ponto crucial, ou seja, ela age e interage diretamente em nossa prática pedagógica. Estou tentando realizar a atividade sobre "Planejamento" que devo postar até amanhã que além de ter que brigar com a tabela, ou seja com minhas limiações com a tecnologia, tenho que "brigar com minhas limitações quando a tarefa é planejar.

O que é mesmo planejar? Para quem planejar? Será que não me preocupo muito com o "como" e esqueço do que e para quem? será que não me preocupo demais com sua redação bonita, com termos adequados e não esqueço do seu valor prático? Onde entram então os PA? como administrá-los e gerenciá-los, sem perder o foco? ( Como tão bem colocou a colega Vivi no fórum de Seminário Integrador VII - Aprender com o outro).

Bem que falei que esse semestre não seria diferente dos demais. Muitas verdades que pareciam irrefutáveis de repente já não parecem mais e, outras que pareciam irrelevantes , já se tornam relevantes... E isso é ótimo mexe com nossa afetividade e consequentemente com nosso cognitivo, uma vez que Piagt afirma que cognitivo e a afetivo são inseparáveis, andam lado a lado no processo de ensino-aprendizagem.

domingo, 30 de agosto de 2009

Retornando


Estamos de volta para mais um semestre com a primeira aula presencial das Interdisciplinas de Seminário Integrador VII e Linguagem de Educação B.
Também já elaborei minha primeira atividade de Didática, Planejamento e Avaliação B que consistia numa pequena, porém profunda reflexão sobre nossa prática pedagógica e suas marcas que poderão deixar em nossos alunos.

Pensar... pensar...Não só pensar; um pensar dinâmico que nos impulsiona para a ação tem sido uma constante durante toda a trajetória do PEAD com o intuito de modificar, aprimorar e enriquecer nossa prática pedagógica.

Estamos retornando, devagar...reeaquecendo os motores, ou pelo menos eu estou me sentindo assim. muitas atividades já estão no Rooda, porém alguns professores ainda não deram o "ar da graça". Com certeza em breve tudo se ajeitará e correrá tudo na maior tranquilidade como foi até então.

Certamente novos desafios, novas certezas e também incertezas, mas muitas, muitas novidades e aprendizagens haveremos de construir...